Expandir uma operação de transporte público inteligente e sustentável exige deixar para trás as fórmulas tradicionais para dar lugar à simulação preditiva. Ao transformar a incerteza em dados precisos por meio da plataforma da Hitachi Mobility Multimodal Solutions (HMMS), a Buses Vule otimizou seus processos internos e a cultura da sua equipe, além de converter o planejamento virtual em uma vantagem competitiva chave para conquistar novos contratos e garantir um serviço confiável a milhares de passageiros.
Agosto de 2026
A principal vantagem de uma ferramentas que integra o planejamento e a gestão do transporte público, otimizando recursos e equipes para garantir operações confiáveis com a máxima economia e agilidade, reside na sua capacidade de executar cenários complexos em tempo recorde. Anteriormente, o uso de planilhas do Excel ou softwares obsoletos gerava soluções únicas e rígidas; recalcular as rotas exigia repetir manualmente todo o processo, o que consumia dias de trabalho.
Com a suíte MAIOR, a Buses Vule, um dos principais operadores da Região Metropolitana de Santiago, obteve um verdadeiro laboratório virtual. Em um cenário recente de modelagem que envolveu 309 veículos, o sistema forneceu duas soluções rápidas em apenas 30 minutos. Com 8 horas adicionais de processamento, a plataforma gerou um conjunto de 40 soluções otimizadas diferentes.
Essa capacidade preditiva serviu como uma poderosa ferramenta comercial. No final de 2025, ao utilizar essas simulações precisas para elaborar propostas altamente competitivas, a Buses Vule venceu a licitação para operar duas novas unidades de negócio (EcoVía), o que somará 621 novos ônibus à sua frota.
“O sistema que testamos foi brilhante. Nos deu uma perspectiva completamente diferente. Sentimo-nos como se estivéssemos no futuro do transporte público, porque coisas que antes só sonhávamos em fazer, a plataforma já permitia que nossos operadores executassem rapidamente.”
— David Illanes, Chefe do Centro Operacional de Frota (COF) da Buses Vule
A transição tecnológica também exigiu uma evolução na cultura interna. Tradicionalmente, o sistema funcionava com “folhas de rota”, nas quais os motoristas se apresentavam no terminal e a equipe de despacho atribuía dinamicamente as tarefas diárias no momento.
Com o novo sistema, os horários vêm otimizados e totalmente pré-programados. Esse modelo maximiza as horas produtivas tanto do pessoal quanto dos veículos na rota, enquanto minimiza o tempo de inatividade nas garagens.
“Quando você passa para tarefas programadas pelo sistema, a dinâmica muda completamente. Já indicamos ao motorista o que ele deve fazer; ele não fica mais parado no terminal esperando instruções manuais. Ele chega para o seu turno sabendo exatamente qual será sua rotina.”
— David Illanes
Para os moradores de Santiago, o padrão RED já transformou em norma comodidades físicas como ar-condicionado, Wi-Fi e entradas USB. Hoje, a principal prioridade dos usuários do transporte público mudou: o foco está na confiabilidade e na consistência do serviço.
Quando o planejamento leva em conta com precisão as variáveis de trânsito e as limitações da frota elétrica, a operação nas ruas ganha mais estabilidade.
“O que os passageiros realmente valorizam é o tempo de espera entre os ônibus e a certeza em relação ao tempo de viagem, porque é isso que eles percebem como qualidade de serviço. Um bom planejamento que utilize os recursos de maneira eficaz resulta em uma operação mais regular. E, com essa regularidade, os passageiros têm a tranquilidade de saber que, se perderem um ônibus, o próximo chegará no tempo planejado, além de saberem, mais ou menos, quanto tempo durará a viagem.”
— David Illanes
Atualmente nas etapas finais de configuração de dados, a Buses Vule conta os dias para colocar esses cenários virtuais em prática. O objetivo é lançar um teste piloto operacional da plataforma em agosto de 2026 em duas das garagens 100% elétricas da empresa.
O desafio logístico desta fase evidencia a capacidade do sistema: apenas uma dessas bases conta com infraestrutura de recarga, o que exige deslocamentos planejados de veículos a partir da garagem vizinha para serem recarregados.
Graças à capacidade de simulação da HMMS, esses movimentos operacionais, junto com seus custos e tempos associados, já estão planejados e otimizados muito antes de o primeiro veículo começar seu turno.
Em parceria com a Hitachi Mobility Multimodal Solutions (HMMS), a Buses Vule demonstra que o futuro do transporte público sustentável não depende apenas de baterias modernas, mas também de dados, algoritmos inteligentes e previsibilidade.